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Esta semana...na clarabóia

Associado à iniciativa de divulgação dos projectos da ONGD Oikos – Cooperação e Desenvolvimento, que abriu recentemente uma representação em Braga, e inserido num pequeno ciclo dedicado a Agnès Varda, a Casa do Professor exibe esta quarta-feira o documentário premiado “Os respigadores e a respigadora” (2001).

[A partir de um célebre quadro de Millet, o filme de Agnès Varda é um olhar sobre a persistência na sociedade contemporânea dos respigadores , aqueles que vivem da recuperação de coisas (detritos, sobras) que os outros não querem ou deixam para trás. A respigadora, nesse sentido é Agnès Varda, que experimentando pela primeira vez uma pequena câmara digital, se quer assumir como uma "recuperadora" das imagens que os outros não querem ver nem fazer, e que portanto deixam para trás.]
 
A apresentação do papel e dos projectos desenvolvidos pela Oikos, no âmbito da rubrica Retina na Imagem, realiza-se em duas sessões distintas. Nesta sexta-feira 12 às 20:00 é feita uma apresentação das acções de carácter humanitário regular e de emergência, a que está associado um jantar solidário [€ 13,00] baseado na culinária dos períodos de guerra e escassez em Portugal. Na próxima quarta-feira 17 de Maio às 21:30, são depois apresentados por Bernardino Silva, representante da Oikos em Braga, os projectos de acção pedagógica desta instituição e os kits de trabalho escolar baseados nos Objectivos do Milénio, dirigidos aos alunos e professores do primeiro ciclo ao secundário.
 
Neste sábado 13 continua o ciclo de cinema dedicado a Agnès Varda, “Os dias de Agnès Varda”, com a exibição dos filmes “Jacquot de Nantes” (1991), às 19h, e o último filme da directora, “As Praias de Agnès” (2008), às 21:30.
 
[Ao regressar às praias que marcaram a sua vida, Agnès Varda inventa uma forma de auto-documentário. Agnès coloca-se em cena entre os excertos dos seus filmes, imagens e reportagens. Faz-nos partilhar com humor e emoção o seu percurso, os primeiros passos como fotógrafa de teatro, cineasta nos anos cinquenta, a vida com Jacques Demy, a sua militância feminista, as viagens a Cuba, à China e aos EUA, o percurso de produtora independente, a sua vida em família e o amor das praias.]
Carlos Santos
 
 
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