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Uma Família Moderna

 Está de volta o velho cliché. Filhos gays que enfrentam os preconceitos e convenções familiares. Mas este é apenas um segredo entre muitos outros para descobrir em «Mine Vaganti - Uma Família Moderna». Uma comédia dramática que transporta o espectador para um cenário sempre apaixonante, o sul de Itália.

Não é a primeira vez que Ferzan Ozpetek aborda o tema da homossexualidade. Já o tinha feito em “O Banho Turco“ e mais recentemente em “A Janela em Frente“. Abertamente gay, o realizador turco-italiano diverte-se a reciclar o género.

O filme centra-se no filho mais novo de uma poderosa família da indústria das massas. Tommaso prepara-se para dizer a todos que é gay, mas o irmão mais velho, que também é homossexual, antecipa-se e rouba-lhe a revelação. Ao receber a notícia o pai tem um ataque cardíaco. O filho mais velho é expulso de casa e Tommaso, que sonha ser escritor e deixou o namorado em Roma, passa a gerir o negócio da família Cantone.

O grande problema é mesmo o argumento, que repete alguns estereótipos. O pai de família, figura típica da sociedade Berlusconi, a mãe histérica, a tia solteirona e a avó compreensiva. No entanto, reserva alguns momentos verdadeiramente tocantes, sobretudo quando o filme viaja ao passado da anciã.

Com passagem pelo Festival de Berlim deste ano “Uma Família Moderna” conta no principal papel com Ricardo Scamarcio, que entrou em filmes como “O Meu Irmão é Filho Único”.


Cátia Castro
 
 
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