No cinema e quando o tema é nazismo, os alemães aparecem sempre como os maus da fita, mas desta vez são eles os heróis. Neste caso, Jonh Rabe, um homem que nunca abandonou a sua consciência e conseguiu salvar, estima-se, perto de duzentas mil pessoas.
O drama assinado pelo oscarizado Florian Gallenberger, que passou pelo Festival de Berlim, é baseado numa história verídica. John Rabe - O Negociador.
Ele foi uma espécie de Schindler, ao salvar milhares de milhares de chineses da matança nipónica. O alemão John Rabe, que até era membro do partido Nazi, é o fio condutor desta história que começa em 1937. Rabe é chefe de uma sucursal da Siemens, em Nanking, na China, onde vive com a mulher Dora há mais de 30 anos.
No momento em que se prepara para entregar o testemunho da empresa e regressar a Berlim, é apanhado no meio da Guerra. A cidade é bombardeada pelos japoneses e Rabe dá abrigo a vários civis.
O número sobe para o milhar quando é criada a chamada zona de segurança, onde não são permitidas armas nem soldados. Uma novidade quando se trata de filmes sobre a II Guerra Mundial.
Uma área gerida pelo próprio Rabe e por um grupo de estrangeiros expatriados: um médico, uma professora de um colégio feminino e um jovem diplomata judeu. Malabarismo diplomáticos e uma corrida contra o tempo para evitar o massacre de milhares de inocentes, com cenas típicas de um drama de guerra.
Protagonizado por Ulrich Tukur, que entrou recentemente no “Laço Branco”, o filme conta ainda com actores conhecidos do cinema independente, Daniel Bruhl protagonista de Adeus Lenine, Steve Buscemi habitué nos filmes dos manos Coen e a francesa Anne Consigny. Um filme que, não sendo totalmente fiel à história relatada nos diários de John Rabe, consegue mostrar os dramas de uma época de incertezas morais.
Fonte: CineRUM
Carlos Santos






















